sexta-feira, 22 de julho de 2011

Para os interessados!

RESUMO DO TEXTO: “Ciência: Aquele Obscuro Objeto do Pensamento e Uso”, de Michel Paty (2002) pg.145 a 152.


No texto “Ciência: Aquele Obscuro Objeto do Pensamento e Uso”, Michel Paty (2002) começa a discutir ciência com uma visão bem peculiar, para isso ele utiliza-se de um exemplo: a Economia.
O autor prossegue dizendo que é fato que a ciência é um conceito bastante vasto, admitindo uma variedade de fundamentos epistêmicos. Também deixa claro que o conhecimento é a essência e o núcleo da ciência e isso nós devemos aceitar como verdadeiro, mesmo se somente relativamente verdadeiro.
Michel Paty também prossegue dizendo, que a ciência muitas vezes falhou e para dar base ao seu argumento ele cita exemplos como no Chile, em 1973 (“Chicago boys”) e os experimentos criminosos da segunda guerra mundial. O autor ainda nos diz que a utilização inadequada do conhecimento científico decorre da ausência de preocupações éticas e humanas.
Ainda é exposto, que a ciência não está acima de todo o resto, mesmo se ela sendo “o empreendimento intelectual humano de mais êxito na história registrada”. Ao mesmo tempo, o autor levanta uma questão que nos deixa reflexivos, se, talvez, uma das razões de nossos problemas com a ciência e a sociedade não decorra de que “nossos sistemas tradicionais de crença foram destruídos”. No entanto, ele nos informa que não está seguro de que tais sistemas ajudariam a impedir os maus usos da ciência, na medida em que eles foram responsáveis no passado por uma quantidade de distúrbios e dificuldades até piores do que os presentes.
No decorrer do texto, ciência e tecnologia começam a ser discutidos. Michel Paty mostra-nos que as duas não estão separadas, elas se relacionam. E essa relação segundo, Paty, é uma importante característica da ciência contemporânea, diferentemente das concepções dos antigos e da ciência clássica até o século XVIII.
Depois de discutir sobre alguns aspectos da ciência e a razão, Michel vem falar que hoje nós podemos avaliar melhor os perigos do caminho que estamos coletivamente percorrendo. Ele conclui que o nosso tempo necessita de mais ciência, e não de menos ciência, do mesmo modo que ele necessita de uma compreensão mais profunda da ciência.
Por fim, observa-se que a ciência, a despeito de sua indissolúvel ligação com a possibilidade de aplicações e tecnologias, mantém ainda como sua própria natureza e núcleo profundo a busca do conhecimento, o que lhe assegura uma visão inteligível do mundo.
Ass: Sr. Incógnito 

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